junho
12

Arraiá In Cantos do Ouro 2010

Arraiá In Cantos do Ouro 2010

O Arraiá In Cantos do Ouro, de Ouro Branco-RN, se classificou entre as quatro melhores quadrilhas do Festival de Quadrilhas Juninas da cidade de Currais Novos-RN, por ocasião do Forronovos 2010.

Hoje (12), acontece a grande final da competição, e a quadrilha ourobranquense se apresentará, concorrendo ao título.

Boa sorte ao grupo de jovens que se apresentará hoje à noite. Que sejamos campeões!


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junho
9

incantosdoouro20101

Ano passado repercutimos aqui o fato lamentável de a quadrilha junina In Cantos do Ouro não ter se apresentado.

Mas este ano, o grupo artístico voltou com tudo. Inscrita em vários festivais juninos, a quadrilha começou a temporada de apresentações. Com o enredo “Dançando São João colhendo milho e algodão”, o grupo é embalado por um trio de forró pé-de-serra, que toca e canta as músicas ao vivo.

A estréia da quadrilha ocorreu na noite desta terça-feira (08), no Forronovos, em Currais Novos-RN.

Foi notória no público a satisfação em ver o brilho e animação dos ourobranquenses. Há quem diga que o grupo é favorito. O arraiá vencedor leva um prêmio em dinheiro.

As roupas da quadrilha foram confeccionadas por costureiras, algumas mães dos jovens que participam da quadrilha, e também pelos próprios jovens.

Comerciantes locais e Poder Público se uniram para patrocinar parte das despesas.

A quadrilha In Cantos do Ouro se apresentará ainda no Festival de Quadrilhas Juninas da Intertv Cabugi, em Natal-RN; e em outros festivais na região do Seridó. A apresentação em Ouro Branco-RN deverá ocorrer por ocasião da Festa da Colheita, que acontecerá na primeira quinzena de julho.

Desejamos sucesso a todo o grupo. Com certeza todos nós ourobranquenses torcemos pelos jovens, e esperamos com ansiedade a apresentação aqui em nossa cidade!

Confira fotos da apresentação desta terça-feira clicando na foto:

Portal Sou do Seridó

Portal Sou do Seridó


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abril
4

Passava das 5h da manhã deste sábado (03), quando começou a se aglomerar um grande número de pessoas que vieram ver de perto o Judas, que estava enforcado em um mastro com aproximadamente cinco metros de altura, em frente à Matriz do Divino Espírito Santo, de Ouro Branco-RN.

A idéia de se resgatar a Malhação de Judas, traço marcante da cultura ourobranquense, foi de Ailton, que mora em João Pessoa-PB, mas mantém estreitos laços de convivência em Ouro Branco; e Toquinho, artesão que faz trabalhos em madeira e metais, e Klebinho seu irmão.

Logo na sexta-feira (02), Ailton e Toquinho saíram pelas ruas arrecadando donativos para a brincadeira.

Grande parte das pessoas que foram ver a malhação de Judas, estava interessada mesmo era no que tinha dentro do paletó dele: cédulas e moedas. O dinheiro chamou a atenção de crianças, jovens e adultos.

Ao invés de armas de fogo, como era antigamente antes do Estatuto do Desarmamento, um facão cego foi disponibilizado para quem se prontificasse a cortar a corda do Judas.

Mas o corpo do boneco não deu tempo chegar ao chão… as pessoas agarraram Judas, e rasgando suas roupas concorreram para ver quem pegava mais dinheiro.

Foi muito bom reviver este momento de descontração que há anos não víamos no sábado de Aleluia, cedinho, em frente à Igreja Matriz do Divino Espírito Santo.

Parabéns Ailton, Toquinho e Klebinho, e todas as pessoas que contribuíram com o resgate dessa cultura.


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abril
4

Confira a leitura do Testamento de Judas no vídeo:

Clique em Play e aguarde o vídeo carregar

O radialista Paulo Dantas disse que poderia contribuir com a Malhação de Judas redigindo o seu testamento, um documento bem-humorado, envolvendo nomes de ourobranquenses e conhecidos, no qual Judas deixa seus pertences, e se compara, atribuindo características físicas suas aos outros.

Parabenizamos o nosso amigo Paulo, pelo excelente trabalho.

Vale lembrar que todo o trabalho envolvendo a Malhação de Judas foi feito de forma totalmente voluntária.


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fevereiro
17

Uma alusão às famosas bonecas feitas por Telmira

Uma alusão às famosas bonecas feitas por Telmira

Nos arrastões do carnaval ourobranquense, mais uma novidade: os bonecos, que a exemplo de Olinda e Caicó, que se misturam

Homenagem ao inesquecível "Zezeco"

Homenagem ao inesquecível "Zezeco"

aos foliões, apareceram em Ouro Branco-RN.

Há alguns meses, uma turma de ourobranquenses foi a Caicó e visitou as instalações da sede do Ala Ursa (Bloco do Magão), no intuito de aprenderem as técnicas da confecção dos bonecos. Inclusive o próprio Magão chegou a vir a Ouro Branco para orientá-los a fabricar os bonecos.

A partir daí, os artistas ourobranquenses andaram com suas próprias pernas. A professora Lenice Azevedo, que também é artista com vários trabalhos de pintura, confeccionou as cabeças e as roupas dos bonecos.

Já a estrutura que segura os bonecos, e é utilizado por aquelas pessoas que os levam, foi feita por Toquinho, que faz vários trabalhos com ferro e madeira, tendo sido responsável já por diversos trabalhos na montagem de estruturas para festas e eventos culturais da cidade.

Cleber (irmão de Toquinho) e Luzardo, que fizeram a armação interna das cabeças dos bonecos, foram várias vezes a Caicó-RN, juntamente com Zé Antônio, para visitarem a sede do Bloco do Magão. Eles estiveram sempre acompanhando e ajudando na idealização e construção dos bonecos.

Abinha, Glênio e Junior carregaram os bonecos pelas ruas da cidade.

Ricardo (RS Tecidos/Ritimakar Materiais Esportivos) e Wallace Lucena (filho de Zezeco – in memorian), patrocinaram as roupas que vestiram os bonecos, dentre outros contribuintes.

Parabéns a toda a turma que, voluntariamente, dão sua contribuição para o crescimento e embelezamento desta grande manifestação cultural que é o carnaval.

TELMIRA

Telmira exibe, com alegria uma de suas famosas bonecas

Telmira exibe, com alegria uma de suas famosas bonecas

Telmira é conhecida em Ouro Branco-RN pela arte de confeccionar bonecas.

O que chama a atenção não é o fato apenas de ela fazer tais bonecas, e sim o modelo peculiar de suas criações.

Apesar das características familiares, nenhuma é igual à outra.

Além disso, é sagrado uma perna da boneca ser mais avantajada do que a outra… Há quem diga que isso se deve a questões psicológicas.

Para poder confeccionar suas bonecas, Telmira sai de casa em casa pedindo retalhos de tecido. Terminada a boneca, a mesma é vendida por, no máximo, R$ 1,00 (Um Real).

As bonecas de Telmira são famosas. Quem as conhece, leva ao menos uma delas.

Além desse dom, o que pouca gente sabe é que ela toca violão e canta muito bem.

Telmira é personagem folclórica de nossa comunidade. E apesar de não gozar de saúde mental, recebe esta homenagem pela sua importância no imaginário dos ourobranquenses.

ZEZECO

Zezeco: grande impulsionador e organizador de festas e eventos

Zezeco: grande impulsionador e organizador de festas e eventos

José Isaías de Lucena Filho (Zezeco) é uma dessas figuras que escreveram seu nome na história para jamais ser esquecido.

Está presente até hoje na lembrança da maioria dos ourobranquenses a imagem daquele homem na portaria das festas, como grande impulsionador e organizador de eventos e festividades da cidade.

Mesmo com as limitações físicas, se fez presente e atuante nas realizações às quais idealizava e coordenava.

Já foi homenageado em muitas oportunidades, justamente.

O Clube Municipal, que abriga os principais eventos sociais da cidade, leva o seu nome.

Zezeco eternizou-se em nossa cultura, e viverá para sempre em nossa história.


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dezembro
30

Estão abertas as inscrições para o Curdo Técnico da Escola de Música da UFRN. O período de inscrição vai até 08 de janeiro e ocorre na secretaria do curso técnico das 08h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00.

Este ano o curso teve um aumento significativo de vagas indo de 66 para 152. As novidades desta seleção são os cursos de “piano popular” e “bateria popular”, em que o aluno vai desenvolver a habilidade da música popular, seja brasileira como internacional.

O interessado para saber a lista de habilitações e a forma de egresso devem acessar o edital que está publicado em www.musica.ufrn.br.

DIARIODENATAL.COM.BR


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novembro
28

cantoriaviola

Na semana em que a profissão de repentista é reconhecida no Congresso Nacional, um grupo de admiradores da cantoria de viola traz uma dupla para se apresentar no Bar da Maria, nos canteiros da Rua de Baixo.

Os poetas repentistas “CARLOS ALBERTO & BENEDITO NASCIMENTO”, iniciarão sua apresentação a partir das 19:30 hs. A organização é do poeta Cisa, Manoel de Dezuíta, Maria de Nascimento e Adriano Sales.


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novembro
26

Atividade de repentista é reconhecida como profissão

Postado em: Cultura por Lenilson Azevedo

violeirossenadoCom a presença de mais de 30 repentistas de vários estados nordestinos, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (25), projeto de lei do deputado André de Paula (DEM-PE), que reconhece a atividade de repentista como profissão artística. A proposta foi aprovada em decisão terminativa pela comissão.

De acordo como o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), relator da proposta (PLC 174/07), a medida visa a atualizar lei que trata da regulamentação das profissões de artistas e de técnico em espetáculos de diversões (lei 6.533/78), que não incluia a atividade de repentista entre os artistas.

Repentista, pelo projeto, é quem usa o improviso rimado como meio de expressão artística cantada, falada ou escrita, com composição feita de imediato ou pelo recolhimento de composições de origem anônima ou da tradição popular. Assim, ressalta Crivella, são considerados repentistas os cantadores e violeiros improvisados, os emboladores e cantadores de coco, os poetas repentistas e os cantadores declamadores de causos da cultura popular, bem como os escritores da literatura de cordel.

Crivella informou que o repente saiu do interior do Nordeste e hoje está presente nos grandes centros urbanos do Brasil. Essa manifestação cultural, ressaltou o senador, ultrapassa as referências culturais populares nordestinas.

- O repente nordestino é um dos melhores exemplos de uma arte popular complexa e dinâmica. Este fenômeno cultural é elemento dos mais importantes de uma tradição poética em processo constante de adaptação a novas condições – observou Marcelo Crivella.

O senador José Agripino (DEM-RN) disse que os cordelistas possuem grande talento e o manifestam com expressão de apreço e carinho pelo Nordeste. A atividade, destacou, representa a cultura do Nordeste em todo o país.

Na avaliação da presidenta da CAS, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), o repente, muitas vezes, serve como instrumento de divulgação e apoio às causas sociais, uma vez que podem falar de ações de cidadania. Como exemplo, ela contou que repentistas já contribuíram com ações contra a dengue e a mortalidade infantil.

Rosalba disse ainda que no período da ditadura militar essa forma de expressão artística era um dos únicos meios de divulgação de mensagens educativas, na qual os estudantes encontravam estímulo para lutar pela liberdade.

Comemoraram ainda a aprovação da proposta os senadores Paulo Paim (PT-RS), Roberto Cavalcanti (PRB-PB), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Flávio Arns (PSDB-PR).

Após a aprovação da proposta, repentistas cantaram o Repente da Vitória: “O repente tem dois séculos, e foi reconhecido agora”.

Iara Farias Borges / Agência Senado


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novembro
23

Ministério da Cultura implantou 1,2 mil bibliotecas desde 2004 e modernizou mais de mil no mesmo período.

Três em cada quatro brasileiros não frequentam bibliotecas. Para reverter este quadro, ampliar o acesso ao livro e formar novos leitores, o Ministério da Cultura aposta na construção e modernização de bibliotecas municipais. A meta, segundo o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, é zerar, até junho de 2010, o número de municípios sem biblioteca. Desde 2004, 1,2 mil já foram implantadas. Mais mil foram modernizadas nos últimos dois anos, disse.

“Um acervo desatualizado e pouco atraente não ajuda. É preciso transformar as bibliotecas em espaços culturais, fazer do cartão da biblioteca um passaporte para o universo literário, e não mantê-las como meros depósitos de livros”, afirmou Fabiano dos Santos.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios em 2007, revela que o brasileiro não frequenta bibliotecas. Esta foi a resposta dada por 73% dos entrevistados, que representam 126 milhões de pessoas. Os argumentos vão desde a falta de interesse ou hábito pela leitura (24%) à ausência de uma biblioteca próxima (16%).

Mesmo os leitores não têm o hábito de ir à biblioteca, como afirmaram 58% dos entrevistados, que representam 55 milhões de brasileiros. Por outro lado, 52,8 milhões ou 55% dos leitores entrevistados informaram que, além de emprestar livros, usam as bibliotecas como ambiente de pesquisa e estudo. Já 15,9 milhões de brasileiros leitores ou 17% dos entrevistados vão às bibliotecas para ler por prazer.

Para atingir a meta de zerar o número de municípios sem biblioteca, o governo federal contratou a Fundação Getulio Vargas para fazer um mapeamento. O problema, de acordo com o diretor do Livro, Leitura e Literatura do MEC, é que nem todas as administrações municipais são parceiras. “Depois de uma eleição, é comum ver a antiga biblioteca da cidade transformada em posto de saúde”, afirmou Fabiano dos Santos.

Nominuto.com


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novembro
10

Crianças da EMPISA fazem homenagem a artistas do circo

Postado em: Cultura por Lenilson Azevedo

empisacircoNa tarde da última sexta-feira (06), crianças da Escola Municipal Professora Ivanilde Silva de Azevedo (EMPISA) fizeram uma visita ao Luzarte Circo, que está em Ouro Branco-RN.

O objetivo foi mostrar às crianças a importância da arte circense, e ao mesmo tempo prestar uma homenagem as artistas do mesmo.

Na oportunidade, funcionários e voluntários se revezaram em apresentações que tiveram como expectadores os artistas do circo e as crianças estudantes.

A diretora da escola, Cesária Edna, ressaltou a importância do circo para o engrandecimento da cultura: “É muito importante que todos nós mostremos aos artistas do circo quanto bem eles fazem às pessoas de todas as idades. É fundamental que também as nossas crianças, desde cedo, aprendam a valorizar esta arte”.

Após as apresentações, as professoras, juntamente com a diretora, entregaram um Certificado de Reconhecimento, expedido pela escola, exaltando os artistas do Luzarte Circo. Os representantes do circo agradeceram pela homenagem.

Parabéns a todos (as) pela iniciativa. E viva o Circo, uma das manifestações culturais mais antigas que se conhece.


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novembro
3

Luzarte Circo é sucesso em Ouro Branco-RN

Postado em: Cultura por Lenilson Azevedo

circoluzarteNos últimos dias a cidade de Ouro Branco-RN está sendo palco para a apresentação do “Luzarte Circo”.

O circo está montado na parte sul da cidade, próximo ao Clube Municipal, e todas as noites é lotado pelo público, que conta também com a presença de pessoas da cidade de Jardim do Seridó-RN, onde o circo esteve anteriormente, e de Várzea-PB.

Equilibristas, dançarinas, mágico e palhaços fazem a alegria do público.

Mas o que tem chamado a atenção é a “nega maluca”, personagem de um dos componentes do circo que canta paródias com o público.

Os espetáculos começam sempre por volta das 21 horas.


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agosto
20

DIA 28 TEM CANTORIA DE VIOLA EM OURO BRANCO-RN

Postado em: Cultura por Lenilson Azevedo

Com+Geraldo+Am%C3%A2ncio+e+Severino+FeitosaPróxima sexta-feira, dia 28 de agosto, dois grandes repentistas nordestinos estarão se apresentando na cidade de Ouro Branco-RN

Trata-se dos poetas Geraldo Amâncio (apresentador do programa ” Ao som da viola” da TV Diário de Fortaleza) e Severino Feitosa.

O evento, realizado por Adriano Sales com apoio do Dr Luiz Dutra, ocorrerá as 20 horas na Quadra de Esportes Governador José Agripino Maia, próximo ao Hospital e Maternidade Municipal. Entrada franca.

O cachê dos poetas será pago através da tradicional bandeja, uma doação espontânea do público presente.

Geraldo Amâncio

Geraldo Amâncio Pereira nasceu numa região rural, em um sítio por nome Malhada de Areia, no município de Cedro, Ceará, em 29 de Abril de 1946. Canta há 40 anos, é casado, tem dois filhos, uma filha, e duas netas, Beatriz e Chris.

Apresenta um programa na TV Diário, “Ao Som da Viola”, que vai ao ar todos os domingos pela manhã e realiza o Festival Internacional de Repentistas anualmente em cidades diferentes no Ceará, com atrações regionais, nacionais e internacionais.

Contato com o poeta Geraldo Amâncio: pelo fone (85) 9948 – 7978

ou pelo email geraldoamanciopereira@yahoo.com.br

Severino Feitosa

 Severino Feitosa nasceu em Santa Terezinha (PE), mas está radicado na Paraíba desde 1969. Mora há seis anos em João Pessoa. Tem três discos gravados em dupla com Ivanildo Vilanova – “A Natureza em Festa”, “Cantadores de Hoje” e “Nordeste Independente” -, um com Valdir Teles – “Viva o Repente” – e um quarto – “Som da Terra” com convidados.


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julho
10

Irma de Lampião Descendentes vieram de Pernambuco para rever dona Mocinha.
Último encontro da família aconteceu em Juazeiro do Norte, em 1997.

Um grupo de nove parentes de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, veio do Recife para São Paulo, na semana passada, para visitar a única irmã viva do Rei do Cangaço, Maria Ferreira Queiroz, conhecida como dona Mocinha. O encontro foi realizado no domingo (5), no Centro de Tradições Nordestinas (CTN).

Ao todo, o encontro reuniu mais de 20 descendentes de pelo menos três gerações do cangaceiro. O último encontro da família havia ocorrido em Pernambuco, em 1997. Só que, daquela vez, foi dona Mocinha que viajou para rever os parentes. Em São Paulo, ela vive em um apartamento, no bairro de Santana, com os filhos Expedito e Valdeci.

Desta vez, o plano da viagem foi anunciado em um almoço de família, na capital pernambucana, no fim de maio. O passeio por terras paulistanas vai durar até este sábado (11), quando o grupo retorna para casa. Nos intervalos das visitas para dona Mocinha, os pernambucanos não perderam a oportunidade de conhecer pontos turísticos de São Paulo, como o Mercado Municipal, além de fazer compras na Rua 25 de Março.

Segundo Sandra Queiroz, neta de dona Mocinha, o objetivo da viagem foi fazer uma confraternização familiar. “Queremos passar nossa história para os mais jovens da família. Queremos que as gerações mais novas da família conheça a avó e possa conhecer de perto uma outra face de Lampião”, disse Kátia Queiroz.
Dona Mocinha, apesar de estar gripada, não recusou o convite para o reencontro e seguiu para o CTN. “Nunca imaginei que faria um passeio desse. Eu gostei”, disse a atual matriarca da família de Lampião.

Saudades

A cada reencontro com os sobrinhos, netos, bisnetos e tataranetos, dona Mocinha abria um sorriso no rosto. Quando a memória lhe faltava, ela perguntava objetivamente de quem se tratava a pessoa que estava abraçando. “Eu estava gripada, mas fiquei boa hoje só para reencontrar minha família. Só não fazia ideia que era tanta gente.”

Apesar da gripe, ela suportou com força de menina o encontro, que durou cerca de quatro horas. É justamente a idade de dona Mocinha que pautou algumas rodas de conversa entre os parentes viajantes. O documento de identidade da irmã de Lampião indica que ela nasceu em 8 de janeiro de 1906, portanto, ela teria 102 anos, mas ela se recusa a afirmar que tenha essa idade, e não é por vaidade. “Eu tenho 90 anos”, disse ela em um primeiro momento. Logo em seguida, ela buscou mais fundo na memória e disse ter os 99 anos. “Completo 100 anos em 2010″, afirmou a  matriarca.

O irmão ‘Rei do Cangaço’

Dona Mocinha diz que não lembra do irmão como cangaceiro e nem sabe nada sobre o movimento, pois era muito pequena quando ele entrou no cangaço. Lampião e Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, morreram em 28 de julho de 1938, na Grota de Angicos, em Poço Redondo (SE), durante uma emboscada montada pela volante (polícia) da época. Os dois se tornaram mitos da história brasileira.

À época do assassinato deles, dona Mocinha teria, pelas contas dela mesma, 28 anos, e pouco contato com o irmão. “Só me lembro de ter encontrado com ele uma vez depois que ele saiu de casa.”

Lampião nasceu em 4 de junho de 1898, no sítio Passagem das Pedras, em Serra Talhada. Criado entre 1908 e 1912, segundo registros de historiadores, o cangaço existiu até 1940.

Alguns pesquisadores dizem que Lampião circulou apenas pelo sertão, mas outros afirmam que os cangaceiros deixaram pegadas pelo agreste. O certo é que Lampião não foi o criador do cangaço, mas sim Sebastião Pereira da Silva, o único chefe do Rei do Cangaço, conhecido como Sinhô Pereira.

Veja quem participou da expedição para visitar dona Mocinha:

- Rodrigo Queiróz, 15 anos, bisneto de dona Mocinha e sobrinho-bisneto de Lampião

- Rafael Queiroz, 11 anos, bisneto de dona Mocinha e sobrinho-bisneto de Lampião

- Amanda Queiroz, 16 anos, neta de dona Mocinha e sobrinha-neta de Lampião

- Sandra Queiroz, 48 anos, neta de dona Mocinha e sobrinha-neta de Lampião

- Kátia Queiroz, 48 anos, neta de dona Mocinha e sobrinha-neta de Lampião

- Clarice Queiroz, nora de dona Mocinha

- José de Queiroz, neto de dona Mocinha e sobrinho-neto de Lampião

- Ana Cristina Queiroz, 40 anos, esposa de José de Queiroz

- Ana Maria Mendonça, sogra de José de Queiroz


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