Nas últimas semanas, tanto o natalense quanto o sertanejo tem convivido com uma situação de tempo adversa, em decorrência da falta de chuvas e aumento na temperatura do ar.
A falta de chuva está sendo ocasionada pela formação de um centro de Alta Pressão sobre o norte da região Nordeste, em função da presença do El Niño no Oceano Pacífico, que também tem contribuído para o aumento da temperatura. Uma vez que sem as chuva, parte da energia que seria gasta para evaporar a água da chuva, se transforma em calor, aumentando a temperatura do ar.
A sensação térmica, segundo algumas definições, é a temperatura que sentimos provocada pelo efeito combinado entre a velocidade do vento e a temperatura do ar marcada pelos termômetros. A qual podemos inserir a umidade relativa do ar, pois essa variável retém calor no meio ambiente.
Esta sensação funciona de seguinte forma: umidade relativa do ar acima de 75%, com ventos fracos resultam no aumento da sensação térmica em valores que podem variar entre 2ºC a 4ºC. Quando o vento é forte, renovando constantemente o ar, a sensação térmica é de mais frio.
Atualmente, o Oceano Atlântico Sul tem apresentado aquecimento acima do normal em suas águas superficiais. Com isso, a liberação de umidade, através da evaporação do oceano tem aumentado e esse excesso de umidade tem sido transportado para cima do continente. Dessa forma, aumentando a umidade relativa do ar e sem a atuação nesse período de sistemas meteorológicos para causar chuvas, contribui com o aumento da temperatura e da sensação térmica.
A expectativa é de que esse quadro mude parcialmente durante as próximas semanas, quando está previsto o início do período chuvoso na Região semi-árida, normalizando a temperatura, mas não as chuvas. Uma vez que a previsão para este ano é de chuvas abaixo do normal para o período de março, abril e maio.
Fonte: EMPARN