O vereador Genildo Medeiros (PV) apresentará, na próxima quarta-feira (10), na Primeira Sessão Legislativa do ano, Projeto de Lei nº 001/2010, que tomba como patrimônio histórico-cultural no município, o espaço físico denominado “Casa da Oração”, no estado em que se encontra.
No Art. 1º do referido Projeto de Lei, o vereador fundamentou a proposição nos termos do art.116 da Constituição Federal, no que preconizam os artigos 143, §4º e 147, III, da Constituição Municipal.
O projeto assegura ainda a destinação, por parte do Executivo Municipal, de recursos para restauração ou reedificação da edificação, que é marco inicial da história da cidade de Ouro Branco-RN.

Casa da Oração há dois anos atrás.
Caberá à Secretaria de Meio Ambiente, caso aprovado o Projeto de Lei, a inscrição da edificação no Livro de Tombo dos bens culturais do município, e comunicar ao (s) proprietário (s) da terra onde se encontra a Casa da Oração, sobre tal acontecimento.
Genildo Medeiros, em contato com o blog, mostrou-se bastante motivado com o Projeto, e lembrou que o primeiro passo para a preservação de bens culturais do município foi dado justamente com outro projeto de lei de sua autoria, que criara o Livro de Tombo de bens culturais do município. “Agora, daremos o segundo passo, alcançando este patrimônio histórico, cultural e religioso de nossa comunidade”.
Nos últimos dias, o vereador visitou várias pessoas que são ligadas à cultura e história do município, para divulgar o projeto. Um dos que receberam Genildo foi o padre Carlos Henrique de Jesus Nascimento, administrador paroquial da Paróquia do Divino Espírito Santo. O sacerdote recebeu a notícia com entusiasmo, lembrando que há anos a Igreja tenta chamar a atenção da comunidade para a importância de se preservar um local que marcou o início da história do que hoje se constitui Ouro Branco.
A Casa da Oração

Ruínas da Casa da Oração - Marco do início da história ourobranquense
Não se sabe ao certo quando foi erguida a casa na Fazenda Espírito Santo, que hoje conhecemos como Casa da Oração. Porém, há registros na Igreja Católica de que em meados do século XVIII ocorreram visitas de padres para celebrarem missas, batizados e outros acontecimentos do calendário cristão.
Era nesta casa que os antigos donos da fazenda rezavam, e prestavam culto aos santos e santas de sua devoção.
Devido ao fato de esta casa situar-se do outro lado do Rio Quipauá, em anos de inverno dificultava-se o acesso ao lado oposto, daí a necessidade de se trazer o local sagrado de ritos e celebrações para o lado onde se construía a futura cidade.
Há muito ainda a se esclarecer a respeito da Casa da Oração. Mas algum material com informações históricas significativas já foi levantado por historiadores locais.
Agora, cabe aos nossos representantes a nobre missão de preservar, materialmente, um dos poucos monumentos antigos que temos em nossa comunidade, de onde surgiu a nossa querida Ouro Branco.